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Nov 18, 2020

Alunos participam de Semana SENAI de Inovação

Em busca de soluções inovadoras que possam atender a demandas reais propostas pelas indústrias, estudantes do SENAI Pernambuco participam, entre os dias 24 e 27 de novembro, da fase final de duas competições nacionais: o Inova SENAI e o Grand Prix SENAI de Inovação. As atividades fazem parte da Semana SENAI de Inovação, projeto que acontece em todo o País e que irá premiar as melhores soluções inovadoras desenvolvidas por alunos de escolas técnicas SENAI. O resultado será divulgado na sexta-feira (27/11), durante a programação do Mundo SENAI.

Inova SENAI

Três projetos desenvolvidos em Pernambuco foram selecionados para a fase final do Inova SENAI, desafio realizado nacionalmente a cada dois anos, no qual os estudantes desenvolvem habilidades como a capacidade empreendedora, a criatividade e a cultura de inovação, uma vez que participam de todas as etapas de desenvolvimento de negócios inovadores, da concepção até a negociação com possíveis investidores e clientes. Ao todo, 80 projetos de todo o País irão participar da fase nacional. Todas as equipes irão participar de rodadas on-line de negócios e avaliação, durante a qual empresários e especialistas técnicos avaliarão as soluções desenvolvidas. Os três melhores projetos serão premiados.

Estudantes do curso Técnico em Química, sob a orientação da docente Carolina Melo, desenvolveram o Milon – um leite em pó a base de sementes de melão. Este projeto nasceu a partir da necessidade de uma indústria pernambucana de reaproveitar sementes de frutas. Embora já existam leites vegetais, a inovação aqui é a apresentação do produto em pó, que pode ser obtido a partir das técnicas de liofilização, que foi testada pelas estudantes no laboratório do SENAI Paulista, ou spray-dryer, já utilizada pela indústria na transformação do leite em pó de origem animal. Saudável e nutritivo, o produto vem sendo desenvolvido desde 2019 e é uma opção viável para pessoas com intolerância à lactose ou veganas.

No SENAI Areias, foi desenvolvido o Siscor – Sistema Automatizado de Coleta de Resíduos. Orientados pelo docente Mychael Valença, estudantes dos cursos técnicos em Automação e em Eletrotécnica desenvolveram um equipamento inteligente, que recebe e prensa latinhas de alumínio, gerando créditos em moedas virtuais para o consumidor que realizar o depósito, que poderão ser transferidas para carteira virtual, para troca de itens, e até mesmo para contas bancárias. O maquinário e o sistema foram desenvolvidos pela equipe nos laboratórios da instituição. A ideia é minimizar os custos com a aquisição de matérias-primas para as indústrias e estimular a reciclagem de resíduos sólidos.

Já no SENAI Petrolina, foi desenvolvido um picles a partir do mesocarpo do maracujá – uma forma de reaproveitar as partes não comestíveis da matéria-prima, que eram descartadas pelas indústrias. Após passar por diversos processos, como lavagem, corte e branqueamento, o produto é acondicionado em potes de vidros e recebe a salmoura – uma mistura bem dimensionada de água, açúcar, sal e vinagre, capaz de oferecer o tradicional gosto de picles ao produto. Batizado de ConservaJá, o produto é saboroso, nutritivo e tem custo acessível, podendo chegar ao consumidor final pelo valor de R$ 1,50. As alunas receberam orientação das docentes Bruna Nascimento e Annielly Trindade.

 

SENAI Innovation Grand Prix

Em uma verdadeira maratona, dez alunos do SENAI-PE participarão, durante quatro dias, da etapa nacional do Grand Prix SENAI de Inovação. Pernambuco seguirá para a fase nacional da disputa com as duas escuderias vencedoras da etapa estadual do campeonato, formadas por alunos das escolas técnicas localizadas em Paulista e em Jaboatão. As atividades ocorrerão na Casa da Indústria, no bairro de Santo Amaro. Na terça-feira (24), primeiro dia da competição, às 11h15, os estudantes receberão um desafio relacionado à uma necessidade real do setor produtivo brasileiro e terão 16 horas para desenvolver uma solução para o problema. Ao fim da disputa, na sexta-feira (27), eles deverão apresentar à banca um produto mínimo viável – um protótipo simples da solução idealizada.

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