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ago 6, 2026

SENAI Pernambuco lança o SENAI Futuro para acelerar a produtividade e a inovação industrial

O avanço da tecnologia no chão de fábrica e a necessidade não apenas de conhecer, mas também de operar novas ferramentas levaram o SENAI Pernambuco a criar uma nova unidade de negócios. O SENAI Futuro foi lançado nesta quinta-feira (6) com a missão de desenvolver competências para demandas que ainda estão surgindo, conectando tecnologia, indústria e conhecimento para aumentar a produtividade e antecipar mudanças.

A iniciativa reúne os três pilares da instituição: educação profissional (capacitação de pessoas para a execução de tarefas), tecnologia e inovação (desenvolvimento de soluções) e pesquisa (produção de informações estratégicas). A unidade estará permanentemente conectada a empresários e lideranças técnicas para a troca de experiências e o levantamento de demandas.

“O público-alvo inclui desde a alta gerência industrial até colaboradores técnicos e engenheiros, além de profissionais externos com perfil para atuar em contextos industriais. O SENAI Futuro será um espaço vivo e dinâmico, que escuta as dores da indústria”, explica o gestor do SENAI Futuro, Felipe Furtado.

Para isso, o funcionamento da nova unidade não seguirá o modelo tradicional de salas de aula e laboratórios isolados. Ela foi concebida como um ecossistema híbrido, no qual as fronteiras entre teoria e prática desaparecem. O espaço físico será altamente tecnológico, com infraestrutura de 5G privado, sensores inteligentes e gêmeos digitais capazes de simular linhas de produção em tempo real. Além disso, os ambientes serão modulares e reconfiguráveis, permitindo rápida adaptação e treinamentos de curta duração, refletindo a agilidade que a indústria moderna exige.

Furtado ressalta que o objetivo não é seguir o modelo tradicional de formação de novos profissionais para o chão de fábrica, mas desenvolver novas competências que envolvam tecnologias avançadas e modelos inovadores. “O SENAI Futuro vai desenvolver as competências necessárias para engenheiros, líderes e diretores de planta diante do que está por vir. O SENAI está atento para atuar como um farol e ajudar a indústria a se preparar para novas tendências. Essa unidade nasceu da escuta de empresários pernambucanos para entender as tendências e as necessidades de aumento da produtividade e da competitividade.”

Por isso, a unidade não será apenas um ambiente de ministração de cursos, mas também de conexões. “Quando conversamos com a indústria, ouvimos que há necessidade de colaboração e antecipação. Por sua capacidade, o SENAI foi apontado como o ambiente adequado para essas articulações, já que nenhuma indústria consegue avançar sozinha; há sempre um ecossistema envolvido”, destaca a diretora regional do SENAI-PE, Camila Barreto.

Para o presidente da FIEPE e do Conselho Regional do SENAI-PE, Bruno Veloso, a velocidade de resposta às demandas do mercado será um diferencial para a competitividade das empresas. Preparar as pessoas para atender a esse chamado é a missão de quem faz a roda girar. “Estamos falando de uma nova forma de apoiar a indústria: uma estrutura capaz de observar as transformações globais, interpretar seus impactos para Pernambuco e ajudar as empresas a desenvolverem as competências necessárias para continuar crescendo.”

O lançamento da unidade foi finalizado com a palestra do professor Claus Brabrand, da IT University of Copenhagen, sobre “Os desafios e as oportunidades da IA para o futuro”. “A inteligência artificial é importante para a produtividade, mas as pessoas que vão utilizá-la têm que estar capacitadas para fazer o melhor uso. Por isso é importante entender o que precisamos comunicar a ela”, salientou.

FORMAÇÕES
Inicialmente, os cursos ofertados terão duração reduzida, variando de 24 a 36 horas, e contemplarão desde profissionais do chão de fábrica até a alta gerência. “Entre as formações que iremos oferecer estão as voltadas para competências de inteligência artificial aplicada à indústria, incluindo ferramentas para resolução de problemas e detecção de erros, comunicação estruturada para suporte à produção, desenvolvimento de agentes autônomos, programação de robôs industriais e aplicações em energia, como visão computacional e modelos de aprendizado de máquina para inspeção e previsão”, explica Furtado.

Para qualificar essa mão de obra, o SENAI contará com seus profissionais, com um programa de capacitação docente e com a utilização de espaços já existentes e consolidados, como o Aratu Lab, na unidade de Santo Amaro, e o SENAI Park, em Suape. “Também contaremos com uma rede de parceiros da indústria, universidades, institutos federais, provedores de tecnologia e ecossistemas de inovação. Podemos aprimorar cursos que já existem em nosso portfólio, além de identificar, com nossos especialistas, a necessidade de novos projetos de inovação e convidar pessoas da rede do SENAI”, finaliza o gestor.

O primeiro curso, já disponível, é Integração de Sistemas Industriais com IA, com carga horária de 36 horas e 20 vagas. Voltado para coordenadores de manutenção, engenheiros de produção, técnicos industriais e gestores, será ministrado no Laboratório da Indústria 4.0 e no Aratu Lab, ambos no SENAI Santo Amaro. “Esse curso vai acontecer no mês de outubro, e uma das demandas das indústrias era que fossem oferecidas capacitações rápidas”, explica Felipe.

Mais informações e inscrições estão disponíveis no site do SENAI Futuro: https://senaifuturo.pe.senai.br/

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