SENAI-PE aprova projeto no Petronas Brazil Innovation Challenge para restauração de manguezais e monitoramento de Carbono Azul
O SENAI Pernambuco, por meio do Instituto SENAI de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação (ISI-TICs), teve um projeto voltado à restauração de manguezais aprovado no Petronas Brazil Innovation Challenge, nesta quarta-feira (23), no Rio de Janeiro, durante a ROG.e 2026, evento internacional do setor de energia. A iniciativa receberá investimento de R$ 9 milhões e será executada ao longo de 36 meses. Intitulado “Nature-based Socio-Ecological Mangrove Restoration System with Digital Blue Carbon Monitoring”, o projeto foi desenvolvido para o Complexo Industrial Portuário de Suape. A proposta combina tecnologia e soluções baseadas na natureza para apoiar a conservação e a recuperação de áreas de manguezal.
Selecionada pela PETRONAS Malaysia entre 100 propostas, a iniciativa do SENAI-PE está entre os nove projetos aprovados no desafio de inovação. A solução reúne inteligência artificial, sensoriamento remoto, análise geoespacial, modelagem eco-hidrológica e blockchain. As tecnologias serão empregadas para apoiar a restauração ecológica, acompanhar mudanças ambientais e ampliar a rastreabilidade e a confiabilidade dos dados relacionados ao Carbono Azul.
“Este projeto demonstra como pesquisa, inovação e tecnologia podem ser aplicadas a desafios ambientais concretos. A proposta é desenvolver soluções que contribuam para a recuperação dos manguezais e, ao mesmo tempo, gerem dados confiáveis para acompanhar os resultados desse processo”, destaca o diretor de Tecnologia e Inovação do SENAI-PE, Oziel Alves.
O início das atividades será marcado pelo kick-off do projeto durante o REC’n’Play. A partir dessa etapa, pesquisadores e especialistas darão início à jornada de pesquisa, desenvolvimento e inovação prevista para os próximos três anos. A aprovação amplia a atuação do SENAI-PE no desenvolvimento de soluções que conectam conhecimento científico e demandas da indústria. O projeto também se insere nos esforços de aplicação de novas tecnologias à conservação ambiental e à transição para uma economia de baixo carbono.